Birra não existe!

birra não existe

Entro em casa com o João, fecho a porta e vou guardar na geladeira que é ao lado poucos frios. João reclama, reclama e não sai da porta. Olhei pra ele e não percebi nada anormal. Um pouco perturbada terminei de guardar rapidamente. Parei para o observar sem entender porque ele começou agora a gritar com a mão apoiada na porta. Pensei que quisesse sair, mas ele começou chorar e ficar agitado sem olhar pra mim, olhando somente para a porta. Quando analiso ele dos pés a cabeça mais uma vez, percebi que não dei tempo para ele tirar o chinelo dos pés antes de entrar em casa. Dei aquele suspiro por agora saber o que se passava. Abri a porta e ele tirou o chinelo deixando do lado do meu chinelo no tapete externo. Ele voltou para mim com um olhar de que estava tudo bem resolvido e nada tinha acontecido. Nós sempre o ensinamos a retirar o chinelo ao chegar em casa, assim como sair só calçado, todas as vezes. E o que aconteceu hoje foi apenas um protesto rigoroso de algo que sempre ele fez e não teve oportunidade, de algo diariamente ensinando por nós, não foi birra. Birra não existe!

João já tem quase dois anos e noto uma sensibilidade enorme quanto a ordem. Todos os gritos de protestos não são ao acaso. O choro e a raiva são vigorosos, não se consola. A crise cessa logo que exista a possibilidade de satisfazer a necessidade. Muitos denominam isso de birra ou crise dos dois anos. Mas por experiência própria vejo que são expressões de alarme e de defesa do desenvolvimento interno.

Leitura recomendada:
http://paizinhovirgula.com/criacao-com-apego-birra-manha-e-afins/

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